terça-feira, 7 de outubro de 2008

Achados e perdidos...

Me espere amanhã.
Mas não espere tocar-me ou sentir-me sólida como a rocha em seu coração.
Espere-me como a brisa que toca o rosto de quem chora de saudade.
Não espere me ver.
Mas espere a culpa bater a tua porta de mãos dadas com a verdade, anunciando a injustiça que tu cometeste.
Não te desejo mal, mas também já não te quero bem.
Não te quero. Nem por perto. Eu repudio a ideia de te ter por perto. Repudio a ideia de olhar mais uma vez em teus olhos... lindos olhos. Repudio todos os sorrisos que me fizeste dar. Repudio a ti... Já não te desejo mais.
Mas... me espere amanhã.
Chegarei junto com teu arrependimento, com a dúvida, com o "por quê?".
Vou estar em teus sonhos, nos momentos de silêncio, nas lembranças dos momentos... e no que nós nunca tivemos.
Me espere amanhã. Mas espere... espere mesmo... porque eu não vou chegar. O meu físico some agora de tua vida, como tu pediste. Mas não se preocupe... a tua memória nunca vai te deixar me esquecer. Me espere amanhã.

Alexandra Soares.
(escrito em 07 de outubro de 2008, as 20:34)
[música para o momento: Madonna - Paradise Not For Me]